segunda-feira, 7 de maio de 2012

Funpresp vai ser contestado

BSPF     -     06/05/2012





Mal foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff, a Lei 12.618, que cria a previdência complementar do servidor público federal (Funpresp), começa a ser torpedeada.
A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) e as entidades sindicais que representam o funcionalismo público nos estados preparam uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a criação dos três fundos de previdência dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A expectativa dos sindicalistas é a de entrar com a Adin nos próximos 15 dias no Supremo Tribunal Federal (STF).

As entidades sindicais têm pressa porque a lei sancionada estabelece um prazo de até 180 dias para os fundos de previdência começar a operar. Esse prazo encerra em novembro deste ano. Pedro Armengol de Souza, diretor executivo da Condsef, diz que a lei do Funpresp apresenta vícios de constitucionalidade. Segundo ele, a área jurídica da Condsef está construindo os argumentos legais que vão respaldar o pedido de suspensão da lei. O presidente do Sindicato dos Sevidores Públicos Federais de Pernambuco, Sérgio Goyana, diz que o Sindsep subscreverá a Adin.

Armengol antecipa alguns pontos da lei do Funpresp que serão contestados no STF. Segundo ele, a lei prevê a criação de um fundo de previdência complementar estatal e não privado. "Da forma como a lei foi sancionada, o Funpresp não é um fundo de pensão, mas um fundo financeiro. É uma forma de privatização da previdência do servidor", provoca.

O sindicalista diz que a lei da previdência complementar coloca em risco a Lei de Responsabilidade Fiscal porque cria ônus financeiro para os entes federados (Executivo, Legislativo e Judiciário). Segundo Armengol, o Funpresp vai gerar mais despesas para os três poderes para capitalizar os três fundos financeiros. "Analistas financeiros prevêem despesas na proporção de 0,01% do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos 30 anos para o governo federal."[2]

Mais um ponto contestado pela Condesf é a ausência de equalização de tratamento entre homens e mulheres, da aposentadoria especial e da aposentadoria por invalidez garantidos pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Mercadante promete avaliar demandas de reajuste salarial e jornada de trabalho de servidores federais do ensino técnico

Agência Brasil     -     04/05/2012



Rio de Janeiro - O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, prometeu empenhar-se para atender às reivindicações dos servidores federais do ensino técnico que o aguardavam hoje (4) ), na porta do Colégio Pedro II, em Realengo, na zona oeste da capital fluminense. O encontro informal com o ministro reuniu representantes do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), entre outros movimentos.

Os representantes do Sinasefe trataram com Mercadante a questão da carreira única para o magistério e pleitearam equiparação salarial entre os professores de nível técnico e superior. “O regime de trabalho também tem que ser o mesmo”, disse Fabiano Godinho Faria, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro.

O ministro informou que está em discussão no âmbito do governo que a hora atividade seja desempenhada, “predominantemente, no local do trabalho, para atender os alunos, para poder fazer o planejamento do curso, preparação de aulas, correção de trabalhos, para ter um trabalho coletivo dos docentes de avaliação dos cursos”. Esclareceu, porém, que a jornada de trabalho e a hora atividade não são uma discussão simples.

Mercadante afiançou que irá examinar a reivindicação de correção salarial dos servidores com o Ministério do Planejamento e informou que a matéria continua em negociação. “Não está fechada a negociação. Nós estamos trabalhando”. O ministro também disse que está sendo anunciado o reajuste do pessoal da pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado, que estava sem aumento há quatro anos. “Nós vamos repor a inflação”, garantiu.

Faria falou ainda com o ministro da Educação sobre as decisões administrativas no âmbito dos institutos federais de Educação. Ele disse a Mercadante que, “por uma questão democrática”, os servidores querem ser consultados antes que a direção dos institutos federais tome qualquer deliberação. Faria questionou a exoneração “arbitrária” de dois diretores dos campi Caxias e Realengo do instituto.

Os servidores mostraram-se contrários à instrução normativa do campus Pinheiral que, segundo ele, obriga os professores a uma jornada de trabalho “irracional”. Faria explicou à Agência Brasil que a instrução pode provocar a evasão de professores que vão lecionar nos institutos no interior e são obrigados a permanecer ali durante toda a semana. A medida está em negociação no governo e os servidores prometem se mobilizar contra a sua aprovação.

Ele esclareceu que a categoria não é contra a expansão da rede, “mas é contrária à forma como está sendo feita essa expansão, sem condições de trabalho para o professor”. Deixou claro que a expansão do ensino técnico “não pode ser feita para agradar a esse ou aquele prefeito, mas tem que ter um comprometimento com o desenvolvimento da região”, frisou.
 
Mercadante defendeu a criação de um bom ambiente de trabalho, com boa remuneração para os professores, mas de modo a dar aos alunos um atendimento adequado. “A regra geral é quanto mais os professores estiverem presentes na instituição, melhor será para a qualidade do ensino”.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Paralisação 9 e 10 de maio

Conforme o ID 2 de maio de 2012 disponível em: http://www.fasubra.org.br/index.php?option=com_phocadownload&view=category&id=132:maio-2012&Itemid=2

Dia 09 e 10 maio: Paralisação nas Universidades – com Atos nas Reitorias - pelo reajuste emergencial no Piso da carreira

Teto do INSS valerá também no setor público

Rosana de Cássia
O Estado de S. Paulo      -      03/05/2012
Dilma sancionou lei que iguala aposentadoria de servidores à dos demais trabalhadores
A presidente Dilma Rousseff sancionou ontem a lei que cria um teto para a aposentadoria dos servidores públicos, no mesmo valor do limite pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aos trabalhadores do setor privado, hoje em R$ 3.916,20.
A nova lei permite que os funcionários do Executivo, Legislativo e Judiciário recebam acima desse valor se contribuírem com 8,5% de seus salários para um fundo de previdência complementar, além de pagar os 11% da Previdência. O órgão público custeará outros 8,5%, nesse caso.
A lei foi aprovada pelo Senado no fim de março, contendo três dispositivos que a presidente Dilma vetou antes de publicar a versão final da lei na edição de ontem do Diário Oficial da União.
De acordo com a proposta aprovada pelo Congresso, o dinheiro dos fundos formados pelas contribuições de servidores de cada um dos três Poderes será administrado por um conselho deliberativo, um conselho fiscal e uma diretoria executiva. Dilma vetou a exigência de que os integrantes dessa diretoria fossem eleitos por servidores e tivessem mandato de quatro anos.
Segundo a mensagem da presidente da República enviada ao Congresso ontem, não há necessidade de fazer tais definições na lei que criou a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público (Funpresp), porque outra lei já regula a composição da diretoria. "A forma de composição e o mandato da diretoria -executiva serão definidos no estatuto da entidade", diz o texto.
"Ademais, a participação dos contribuintes e assistidos nas decisões do Fundo já está garantida, uma vez que existe previsão legal para que metade dos membros do conselho deliberativo e do conselho fiscal sejam por eles escolhidos por eleição direta", acrescentou.
Segundo o texto da lei sancionada pela presidente Dilma, serão criados três Funpresps: uma para o Executivo, outra para o Legislativo e um terceira fundação para o Judiciário. Essas regras, no entanto, só valem para servidores federais contratados a partir de ontem. Quem já era funcionário público terá direito ao atual regime, cujo valor de aposentadoria é próximo do salário integral.
Judiciário. O terceiro veto de Dilma diz respeito ao Judiciário e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O relator do projeto, senador José Pimentel (PT-CE), acolheu uma emenda para deixar claro que a competência para gerir o fundo do Judiciário seria do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - uma das questões polêmicas da votação do texto.
Mas Dilma vetou este artigo. "Da forma como redigida, a proposta causaria assimetria em relação à forma de gestão dos Fundos dos demais Poderes", assinalou a presidente na mensagem enviada ao Congresso.

União: 560 mil servidores podem receber aumento de 78%

Jornal Extra     -     02/05/2012
Os sindicatos de servidores federais estão reivindicando uma equiparação salarial ao governo que pode representar um aumento de até 78% para cerca de 560 mil funcionários de 17 categorias, como as do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE), da Previdência, Saúde e Trabalho e da Advocacia-Geral da União (AGU). 
O percentual tem como base uma melhoria dada a cinco cargos de nível superior — geólogo, engenheiro, arquiteto, estatístico e economista —, que passaram a fazer parte da carreira de infraestrutura, pela Lei 12.277/2010.
Segundo a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), o Ministério do Planejamento já reconheceu o direito do pessoal de nível superior e entende que a equiparação poderia ser dada também aos servidores dos níveis médio e elementar. Mas não deu prazo para conceder os reajustes, especialmente em razão do atual cenário de aperto nas contas públicas.
 Procurado, o Ministério do Planejamento informou que não comenta o que vem sendo discutido nas reuniões entre governo e servidores.
As entidades que defendem os interesses do funcionalismo argumentaram que os salários defasados estão causando uma grande evasão no serviço público. A Secretaria de Relações do Trabalho do Planejamento deve elaborar um estudo sobre as perdas salariais desses servidores.

Resumo da Reunião do Fórum de Entidades

Vamos reapresentar uma proposta ao governo de reposição salarial baseada nas variações da inflação e do PIB. Solicitando uma reunião com o governo para o dia 16/05.

Dia 17/05 como dia nacional de lutas de todo funcionalismo.

Dia 30 de maio é o prazo final para o governo responder a pauta geral do funcionalismo.

Dia 05/06 - Ato nacional em Brasília com plenária nacional dos SPF´s para avaliar a campanha salarial e discutir a deflagração da greve.

Dia 11/06 - Indicativo de Greve Geral Unificada do Funcionalismo Público Federal.
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A maioria absoluta das entidades presentes avaliaram que o governo não tem como prioridade alocar recursos para investir em pessoal. Destacaram que a correlação de forças para enfrentar o governo é muito desfavorável,que qualquer greve isolada muito provavelmente será derrota e que o caminho mais seguro e acertado é a unidade dos SPF´s.

Chegamos após uma tarde de discussão no calendário acima colocado e apontamos a necessidade do fórum de entidades se reproduzir nos estados!

O enfrentamento com o governo está sendo construído e proposto pelas direções das entidades, mas isso só vai se sustentar se a base responder em cada órgão e em cada local de trabalho....

Portanto companheiras e companheiros estamos na ante-sala de uma greve geral do funcionalismo e precisamos todos darem as mãos e irmos a luta para derrotar a política de reajuste zero do governo Dilma

Leis que regulamentam os técnicos administrativos

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