segunda-feira, 6 de agosto de 2012

SINASEFE: Técnico-administrativos rejeitam proposta de reajuste de 15,8%


BRASÍLIA - O Ministério do Planejamento apresentou nesta segunda-feira, 6, aos funcionários técnico-administrativos das universidades públicas federais uma proposta de 5% de reajuste ao ano, entre 2013 e 2015, o que traria um aumento total no período de 15,8%. O reajuste atingiria 182 mil servidores e traria um impacto para folha de pagamento de R$ 1,7 bilhão.
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Educação Básica e Tecnológica (Sinasefe) recusou a proposta e a greve continua. A pasta acenou ainda com a reestruturação da carreira e a realização de concursos públicos. O piso da categoria é R$ 1.200,00.

PROPOSTA DO GOVERNO

Em reunião com representantes de técnicos-administrativos de universidades e institutos federais, o Ministério do Planejamento fez, nesta segunda-feira, uma oferta de reajuste de 15,8% para a categoria. De acordo com a proposta, o aumento será dado ao longo dos próximos três anos.

VEJA MAIS EM: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/1132886-governo-oferece-reajuste-de-158-para-tecnicos-das-federais.shtml

COORDENADOR NO MPOG NÃO CORTA PONTO DE GREVISTA E SE DEMITE


Chefe do setor de Inovação disse que orientação feria princípios

Publicada em 06/08/2012 17h41m
Atualizada em 06/08/2012 17h46m

César Brod se negou a cumprir determinação que feriam seus princípios
O Coordenador de Inovação Tecnológica do Ministério do Planejamento, César Augusto de Azambuja Brod, se negou a cumprir orientações do governo de cortar o ponto de funcionários em greve e pediu exoneração do cargo na semana passada. Em carta divulgada pelas redes sociais, que também está no site do Sindicato dos Servidores Federais (Sindsep-DF), Brod alega que não cumpriria uma determinação que feria seus princípios.

Conforme Brod, “o PT patrão parece não ter aprendido com sua própria história. O PT patrão apenas aprimora as táticas de pressão psicológica e negociação questionável daqueles com os quais negociou na época em que a greve era sua.” Em sua carta, ele diz ainda que “como coordenador, jamais cortarei o ponto daqueles que trabalham comigo e estão em greve. Independente da greve, eles cumpriram seus compromissos civis sempre que necessário”. (Leia abaixo, no anexo 1, a íntegra da carta divulgada por César Brod)

A postura assumida pelo ex-coordenador de Inovação Tecnológica recebeu apoio maciço dos servidores vinculados ao setor ao qual ele chefiava. Em nota, os funcionários manifestaram solidariedade através de “carta aberta”. Em um dos trechos eles se referem às determinações governamentais:

“A determinação do governo no corte do ponto dos grevistas agride em sua essência a crença na liberdade de manifestação das pessoas e no direito do trabalhador de reivindicar melhorias em suas condições de trabalho e os consequentes resultados entregues à sociedade por meio dos atos dos servidores públicos federais”. (Leia abaixo, no anexo 2, a íntegra da 'carta aberta')

Foi ressaltado na carta também o fato de que a orientação superior para que seja feito a lista dos grevistas e procedido o desconto no salário contraria decisão do Poder Judiciário, ferindo liminar concedida por juiz da 17ª Vara da Seção Judiciária do DF e mantida pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª região.
Texto: Fritz R. Nunes com informações do Sindsep-DF
Foto: iti.gov.br
Assessoria de Imprensa da SEDUFSM

 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Proposta INFORMAL para o anexo IV

A seguinte proposta de um servidor estava no Orkut. ATENÇÃO, não é oficial, mas está sendo apresentado para a FASUBRA.

Flavia e Ricardo 22:59
Pessoal, propus uma ideia à FASUBRA.... o que vocês acham? segue abaixo...

"Fasubra, pensei numa eventual solução para o ANEXO IV... gostaria muito que todos dessem uma olhada e o avaliassem... e se for interessante, levar isso à reunião no dia 06/08/2012 pra apresentar la ao secretario.

Segue abaixo o link para o arquivo
http://img826.imageshack.us/img826/5540/propostaanexoiv.pdf

Obs.: JA QUE O MERCADANTE DISSE QUE QUALIFICAÇÃO É UM ÓTIMO PONTO PRA SE LEVAR à MESA, ENTÃO..."

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Ofício nº 378/2012/CGNES/SRT/MP

Brasília, 02 de agosto de 2012.

Aos Dirigentes da Federação
de Sindicatos dos Trabalhadores nas Universidades Brasileiras - FASUBRA



Prezados (as) Senhores (as),


1. Vimos por meio deste, convocar para reunião que será realizada no dia 06 de agosto de 2012 às 17h, na Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Bloco “C”, sala 01.

2. Solicitamos a confirmação do recebimento deste ofício e indicação dos nomes que se farão presentes na reunião supra citada.



Atenciosamente,

EDINA MARIA ROCHA LIMA
Coordenadora - Geral de Negociação e
Relações Sindicais – CGNES/SRT

Greve em universidades federais deve ter fim parcial

http://noticias.r7.com
Proifes representa 6 das 57 instituições paralisadas e aceitou proposta do governo



A greve das universidades federais, iniciada há mais de dois meses, sofreu um quebra ontem. A Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais), entidade que representa 6 das 57 instituições paralisadas, aceitou a proposta do governo e assina, nesta quinta-feira (2) um acordo para por fim ao movimento.

Eduardo Rolim, presidente da entidade, diz que a decisão ainda não é unanimidade entre as universidades filiadas. Por enquanto, apenas a UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) decidiu acatar a proposta do governo, o que pode representar o fim da paralisação na instituição.
— O fim da greve vai depender de cada sindicato, depois que assembleias locais forem realizadas.

Governo enviará ao Congresso projeto de reajuste para professores
Leia mais notícias de Educação
Para justificar a decisão, o sindicato apresentou uma pesquisa feita pela internet, com cerca de cinco mil professores. O acordo foi anunciado após uma reunião de mais de duas horas entre representantes dos ministérios do Planejamento e da Educação com integrantes de associações que participam do movimento grevista e arrancou protestos das demais entidades.

Já o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), recusou, pela segunda vez, a investida do governo federal para retomar as atividades nas federais. Segundo Marinalva Oliveira, presidente do Andes, a paralisação continua.

— Esse acordo não tem representatividade. A greve vai continuar. Vamos ver quem tem mais força neste processo. 

Após a reunião de hoje, o secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, deu a etapa de negociação como encerrada. Ele afirmou que o governo deverá enviar ao Congresso, sem alterações, a proposta com novo plano de carreira para professores universitários apresentada semana passadaao movimento grevista.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Após pressão de deputados, ministra aceita dialogar com técnicos das universidades federais


Os parlamentares das Comissões de Educação e Cultura e de Trabalho e Serviço Público da Câmara dos Deputados se reuniram, na manhã desta quarta-feira (1º), com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, para tratar da greve nas Universidades Federais. A reunião teve como objetivo a busca de uma resolução para o impasse entre o Governo Federal e os servidores técnico-administrativos das universidades brasileiras, como também, nas negociações com os docentes das Universidades e Institutos Federais de Educação. Mais de 20 deputados federais participaram do encontro, entre eles os presidentes das Comissões de Educação e de Trabalho e Serviços Públicos, respectivamente os deputados Nilton Lima e Sebastião Bala Rocha, que agradeceram o atendimento imediato da ministra para a realização da audiência.
A deputada federal Alice Portugal (PCdoB), que faz parte da comunidade universitária, enquanto servidora da Ufba e também como ex-dirigente da Fasubra e Assufba, entidade que dirigiu por mais de 15 anos, considerou o resultado da reunião extremamente positivo por entender que é “uma abertura de diálogo, especialmente com os técnico-administrativos, representados pela Fasubra”. No entanto, Alice pondera que as medidas de contenção tomadas pelo governo por conta da crise não devem ser impostas somente sob os ombros dos servidores públicos.
Na reunião, Alice fez a fala inaugural pontuando as reivindicações dos professores e técnicos administrativos. Em relação aos docentes existe a abertura para uma negociação que contemple o conjunto da carreira, sendo essa é a principal reivindicação da categoria, que não concorda com a concentração dos rejustes no topo das carreiras, especialmente entre professores com mestrado e doutorado.
Em relação aos servidores técnico-administrativos, a deputada Alice Portugal, que faz parte da categoria, relatou que os servidores reivindicam um aumento do piso que passe para três salários mínimos, além de um “step”, ou seja, um internível de 5% entre os níveis da carreira. Outro ponto importante da pauta de solicitações dos técnicos é a reestruturação da carreira que não contou com grandes mudanças ao longo dos últimos anos. Alice ressaltou que “já são dois anos sem qualquer reajuste, inclusive com acordos assinados e inconclusos, em especial o acordo de 2007, que não foi totalmente comprido e/ou concluído”.
Na oportunidade, a deputada fez um pedido à ministra Miriam Belchior para que os dirigentes da Fasubra, representando os servidores técnico-administrativos, fossem recebidos antes do dia 13 de agosto, data definida pelo Ministério do Planejamento para apresentação das propostas as categorias.
Os parlamentes, de forma suprapartidária e unânime, solicitaram ao governo que as soluções para os impasses fossem efetuadas simultaneamente com as categorias representadas pelo ANDES, PROIFES e a FASUBRA, pois a não resolução simultânea traria prejuízos para um retorno a normalidade, de forma organizada e sincronizada nas universidades federais.
Governo culpa crise econômica
A Ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou que no curso do Governo Lula e nos dois anos do Governo Dilma o Brasil “passou por uma profunda reestruturação em todas as carreiras do serviço público federal”. E que, agora, “estamos vivendo um novo momento, em que não cabem grandes reestruturações, apenas reajustes pontuais”.
No que se refere aos docentes das Universidades e Institutos Federais a intenção do governo é reforçar o aspecto da titulação, com foco na qualidade da educação, uma imposição do momento nacional, afirmando que a proposta apresentada aos docentes “é o limite por parte do governo, sendo diferenciada em relação a qualquer outra categoria, pois é um entendimento da Presidente Dilma”. Afirmou ainda não ser possível fazer proposta similar para nenhuma outra categoria do serviço público.
Sobre os técnicos administrativos, a ministra afirmou que a categoria recebeu reajuste real nos últimos anos e que as reivindicações apresentadas pela categoria jogariam a folha de pagamento desse segmento que hoje é de R$ 10 bilhões de reais, para R$ 27,7 bilhões de reais por ano. Na oportunidade, observando a situação da economia e do país, levantou um questionamento: “como negociar, com alguém que quer triplicar o salário e que começou a greve em maio?”.
Por outro lado, a ministra demonstrou contentamento por saber da disponibilidade da Fasubra em negociar, mas ressaltou que “a proposta que será apresentada, e que é possível, é muito inferior às reivindicações da categoria”, assumindo o compromisso de abrir uma conversa com a Fasubra, mesmo sem a possibilidade de apresentar algo concreto.
Também estiveram presentes os deputados Kleber Verde, Biffi, Fátima Bezerra, Afonso Florense, Policarpo, Manoel Junior, Reginaldo Lopes, Professora Dorinha, Paulo da Força, Jandira Feghali , Chico Alencar, Efrain Filho, Eudes Xavier e Vicente Selistre, vice-presidente da CTB Nacional entre outros.
Fonte: Assessoria Alice Portugal