segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Quem disse que não tem $$$$$???

Fonte: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/09/04/estudo-brasil-perdeu-r-40-bilhoes-em-7-anos-com-a-corrupcao/

Um levantamento feito a partir de informações dos órgãos públicos de controle aponta que R$ 40 bilhões foram perdidos com a corrupção em sete anos, de 2002 a 2008. O montante desviado dos cofres públicos nesse período é equivalente à economia da Bolívia. Com esse número seria possível elevar em 23% o número de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família - hoje quase 13 milhões -, ou ainda reduzir pela metade o número de casas sem saneamento - que é de 25 milhões de moradias. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Apesar de elevado, o cálculo feito pelo economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Marcos Fernandes da Silva é subestimado, pois não considera desvios em Estados e municípios, que possuem orçamento próprio. Em seis meses, o economista reuniu dados de investigações da Controladoria-Geral da União (CGU), Polícia Federal (PF) e Tribunal de Contas da União (TCU). Para o autor, esses desvios têm custo social e econômico. "Privar as pessoas de saúde é privá-las de crescer, de aprender, de competir com igualdade. Para o Brasil, isso é perda de produtividade", afirma.

domingo, 4 de setembro de 2011

IG Fasubra 01 set

Informe Nacional

Na última sexta-feira, 02 de setembro, ocorreu reunião do Comando Nacional de Greve, para avaliar a situação do movimento grevista a partir do resultado da reunião do dia anterior entre Parlamentares, Centrais Sindicais e o Secretário de Recursos Humanos do MPOG Duvanier Paiva.
Conforme relato que apresentaremos nas páginas seguintes, nessa reunião ficou evidente que não há, por parte do governo federal, intenção de apresentar contraproposta ao movimento grevista ou retomar a negociação.
Torna-se agora patente que a política do governo é isolar a greve da FASUBRA e vencê-la pelo esgotamento, sem conceder sequer reajuste emergencial (calculado com base na inflação acumulada no período), algo como uma “proposta mínima” que o CNG poderia, eventualmente, submeter às bases para consulta.
Outro aspecto importante presente nas avaliações feitas no CNG diz respeito à linha praticada pelo governo no tratamento com a Fasubra de “não negociar com categorias em greve”. Se o governo vencer essa batalha, forçando-nos a encerrar a greve sem termos conseguido uma única reunião efetiva de negociação, terá criado um precedente para desmobilizar outras categorias do serviço público, desmotivando o exercício do direito de greve.
É importante salientar que a intransigência e a irresponsabilidade demonstrada pelo governo federal em relação à nossa greve e nossas reivindicações fazem parte de um projeto político geral, de desmantelamento dos serviços públicos a serviço do “ajuste fiscal”, através das privatizações (PL 1749/11), congelamento salarial (PL 549/09), “regulamentação do direito de greve”, ataque às aposentadorias (PL 1992/07), o fim da estabilidade (PLP 248/08), entre outros.
Diante desse cenário e considerando:
1) Que estamos em greve há três meses (90 dias);
2) A intransigência do governo Dilma Rousseff, expressa através do secretário Duvanier Paiva, cujo objetivo é quebrar o movimento grevista e impor grave derrota para a nossa categoria;
3) Que a ação impetrada pela AGU no STJ não foi solicitada e/ou autorizada pelos Reitores, o que fere frontalmente a Autonomia Universitária;
4) Que mesmo questionando a atitude arrogante do governo em desrespeitar os dirigentes das universidades, o CNG-FASUBRA orientou às entidades de base o acatamento da liminar;
5) Que esta ação não conseguiu, até o presente momento, decretar a ilegalidade da greve;
6) Que as universidades estão recebendo comunicados das Procuradorias solicitando informações sobre o cumprimento da decisão liminar que definiu o percentual de 50% de ocupação da força de trabalho por setores e até mesmo a identificação dos trabalhadores em greve;
7) Que há posicionamento contrário, por parte da Andifes, a essas iniciativas das procuradorias, que visam reprimir os trabalhadores em greve;
8) Que o projeto de lei que privatiza os HU’s (PL 1749/11) deverá ser votado na Câmara dos Deputados no dia 13/09;
9) Que, apesar do fracasso nas tentativas de negociação e intermediação com o governo e considerando os informes de base, a avaliação feita pelo CNG mostra que temos fôlego para a continuidade da greve;

Orientamos:
1) Intensificar a greve nas próximas três semanas, com ações radicalizadas onde for possível construí-las, procurando dar visibilidade ao movimento e denunciando a intransigência e irresponsabilidade do governo;
2) Implementar campanha na mídia (jornais, rádios e TV), através da Fasubra e entidades de base onde tenhamos recursos, para fazer a campanha de denúncia à sociedade, com ênfase na privatização iminente dos HU’s;
3) Implementar essas atividades em conjunto com o SINASEFE e demais categorias em greve nos estados;
4) Participação no Grito dos Excluídos em todos os estados, denunciando a privatização iminente dos HU’s;
5) Caravana a Brasília no dia 13/09, data em que será votado o PL 1749/11 na Câmara dos Deputados;
6) Seguir as atividades de Dilma e Haddad com ações nos estados, campanha “Viajando com Dilma”;
7) Reafirmar a necessidade de aprovação nos Conselhos Superiores das IFES posicionamento pela retirada da ação judicial da AGU/STJ;
8) Denunciar o Brasil na OIT pelo descumprimento da Convenção de Negociação Coletiva;
9) Intensificar a coleta de assinaturas no Abaixo-assinado junto à Comunidade Universitária e à Sociedade, pela abertura imediata das negociações;
10) Fazer uma campanha responsabilizando Haddad pela privatização.

Servidores e professores da Ufrgs protestam em frente ao Paço Municipal

Fonte: http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=333207

Caminhada com cerca de 600 pessoas prejudicou o trânsito no Centro de Porto Alegre

Manifestantes fixaram cartazes com fotos da presidente Dilma em frente à prefeitura. Veja fotos
Crédito: Pedro Revillion
Os cerca de 600 servidores e estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), que fizeram uma caminhada no Centro da Capital nesta quarta-feira, se concentraram em frente ao Paço Municipal, onde já estavam os municipários da Saúde. Trabalhadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da Fundação Universidade Federal do Rio Grande Rio Grande (Furg) também participaram da mobilização. O grupo pediu aumento salarial para os servidores e a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação.

A caminhada chegou a causar congestionamento e a prejudicar o trânsito nas ruas do Centro, conforme a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Os manifestantes passaram pela rua Paulo Gama, Túnel da Conceição e avenida Mauá.

Cerca de 50 pessoas dormiram na reitoria da universidade, invadida na terça-feira. A categoria está em greve há mais de 80 dias e não tem previsão para retomar as atividades integralmente.

A coordenadora-geral da Associação dos Servidores da Ufrgs (Assufrgs), Bernadete Menezes, disse que a principal reivindicação da categoria, dentro da pauta conjunta nacional, é a elevação do piso para três salários mínimos. Atualmente, o piso corresponde a R$ 1.034. Com os salários defasados, ela lembrou ainda que a categoria sofre com a rotatividade dos funcionários. Ressaltou também que 70% do quadro é integrado por profissionais com formação de nível superior, mestrado ou doutorado. “Ao invés de negociar com a categoria, o governo prefere conceder benefícios fiscais. As universidades são o coração da tecnologia do País. Não podem parar”, assinalou Bernardete.

Na terça-feira, a categoria obteve uma importante conquista. Por pressão da bancada federal, o Ministério do Planejamento prometeu avaliar a situação da categoria e apresentar uma posicionamento ainda nesta semana. No País, a greve afeta 52 universidades federais, sendo que algumas ainda não iniciaram o segundo semestre letivo função da paralisação.


Servidora se passou pela presidente Dilma Rousseff em ato de protesto | Foto: Pedro Revillion

sábado, 3 de setembro de 2011

Dil-má enfrenta protestos de servidores federais greve no Rio Grande do Sul

Fonte: http://www.midiaindependente.org/eo/blue/2011/09/496584.shtml

Com cartazes com a inscrição "Dil-Má", dezenas de manifestantes se posicionaram a cerca de cem metros da tribuna onde ela estava.

A presidente Dilma Rousseff voltou a enfrentar protestos nesta sexta-feira (2), em sua passagem pelo Rio Grande do Sul.

Manifestantes ligados a sindicatos tocaram buzinas, fizeram "apitaço" e gritaram palavras de ordem no discurso de 30 minutos que ela proferiu na feira agropecuária em Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre.

Com cartazes com a inscrição "Dil-Má", dezenas de manifestantes se posicionaram a cerca de cem metros da tribuna onde ela estava. Nem a presidente nem as outras autoridades que discursaram mencionaram a ação.

Entre os líderes da manifestação estavam servidores de universidades federais, que entraram em greve há três meses e pedem mais verbas para a educação.

A eles se juntaram funcionários dos Correios, que protestaram contra a ampliação de funções da estatal.

Policiais favoráveis à aprovação do piso salarial da categoria também participaram. Na visita de Dilma a um hospital em Canoas, também na região metropolitana, funcionários dos Correios novamente exibiram faixas contra mudanças na estatal.

Nesta semana, Dilma passou por constrangimentos em Pernambuco, onde servidores federais em greve manifestaram-se por reajuste salarial; em Brasília, onde líderes estudantis fizeram ato por investimentos na educação; e no Rio, durante protesto de professores e estudantes dos institutos federais em greve.

Curtindo o fim de semana

Iva fé (orkuteira) sugeriu um video do youtube para descansarmos nesse fim de semana.

Este aqui , além da música, traz imagens reais com charges, é bem interessante.

Já o Adm Julio sugeriu
este aqui . É uma música. Pode ter um ritmo que não agrade, mas preste atenção na letra, até o fim. Em homenagem a todos aqueles que acham que não há porque fazermos greve nesse momento.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Ato em Porto Alegre 31 ago 2011

Veja aqui. São vários. Esse é o primeiro. Por sinal acho que conheço essa menina que está falando no início...hehehehe...

Como no Judiciário, Executivo deveria valorizar e defender seus servidores

Fonte: http://servidorpblicofederal.blogspot.com/2011/09/como-no-judiciario-executivo-deveria.html

Após forte pressão do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo decidiu abrir precedente no orçamento da União e encaminhar para o Congresso Nacional proposta de reajuste para ministros e servidores do Judiciário. A decisão foi tomada após uma reunião que aconteceu na noite desta quinta-feira, 1º de setembro, entre os ministros Miriam Belchior (Planejamento, José Eduardo Cardozo (Justiça), Luís Inácio Adams (AGU) e o presidente do STF, Cezar Peluso. Para a Condsef, o exemplo do Judiciário deveria ser seguido pelo Executivo na hora de defender e valorizar seus servidores. Como o presidente do Supremo, a presidenta Dilma deveria reconhecer nos servidores do Executivo a força essencial para assegurar o fim da miséria, melhorar saúde, educação, pilares da campanha que a elegeu. Serviços públicos de qualidade passam necessariamente por servidores públicos valorizados.

Enquanto o Executivo dispôs de pouco mais de R$ 1,5 bilhão na peça orçamentária de 2012 para atender demandas emergenciais de mais de 700 mil servidores a partir de julho do ano que vem, o Judiciário defendeu para os seus uma proposta de R$ 7,7 bilhões. Enquanto o Executivo continuar pregando o discurso de contenção de despesa e deteriorando o serviço público para atender interesses de especuladores, banqueiros, grandes empresários e beneficiando o agronegócio, não haverá espaço para consolidação de uma política capaz de fortalecer o Estado.

Até quando faltará vontade política? – Desvalorizando setores essenciais, o governo Dilma tem sinalizando que prefere transferir para a população o ônus de pagar por serviços que o Estado teria a obrigação de fornecer. O caminho mais fácil não interessa a sociedade que paga a maior taxa de impostos do mundo. Recordes freqüentes na arrecadação estão aí pra provar que o problema do setor público não está na falta de dinheiro, mas sim na falta de vontade política em resolver questões graves de distorções salariais e condições de trabalho que prejudicam ao longo dos anos os serviços prestados à sociedade.

Até agora Dilma tem mostrado que saúde, educação, e demais setores responsáveis diretos pelo atendimento à população não estão entre as prioridades do governo. A Condsef e os mais de 800 mil trabalhadores do Executivo Federal que a entidade representa esperam que o quadro mude. E ele precisa mudar emergencialmente. Não se pode aceitar que os trabalhadores do serviço público continuem a pagar uma conta cara de contingenciamento que cobra não só dos trabalhadores mais principalmente da população que depende dos serviços públicos prestados pela maioria dos servidores do Executivo. Esta maioria precisa ter seus problemas ouvidos e suas demandas atendidas. O Executivo, seus ministros e a presidenta, devem seguir o exemplo do Judiciário na defesa de seus funcionários, pois só assim, serviços de qualidade poderão ser prestados à população.