terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mundo sindical em ebulição

Fonte: http://servidorpblicofederal.blogspot.com/

Uma conjunção de fatores, como se fosse um movimento sincronizado, colocou em alerta máximo as lideranças sindicais, tanto as que são a favor dos acontecimentos em curso, quanto as que são contrárias.

Trata-se da apresentação, em comissões do Congresso, de pareceres favoráveis à PEC 369/2005 e à Convenção 87 da OIT; da disputa entre os ministérios do Planejamento, e do Trabalho sobre a regulamentação da Convenção 151 da OIT; das denúncias envolvendo o ministro do Trabalho; e das notícias sobre deslocamento de decisões relativas a questões sindicais do Ministério do Trabalho para a Secretaria Geral da Presidência da República.

De fato, foi muita coincidência a apresentação, em outubro passado, de parecer favorável à PEC 369/2005 na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, depois de mais de cinco anos sem qualquer andamento da matéria naquele colegiado, assim como a divulgação do parecer favorável ao PDS 16/1984 sobre a Convenção 87 da OIT, relativa à liberdade sindical, na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, onde aguardava manifestação desde 2003.

A disputa sobre a titularidade da competência para regulamentar a Convenção 151 da OIT, que trata da solução de conflitos e da negociação coletiva no serviço público, além de atrasar a regulamentação da matéria, tem causado grandes transtornos e dificuldades às entidades de servidores públicos nos três níveis de governo, já que a ausência de lei disciplinando o tema deixa os governos (federal, estadual e municipal) desobrigados de negociar condições de trabalho com os sindicatos de servidores.

O ponto central de discórdia, como não poderia deixar de ser, diz respeito à definição dos interlocutores que participam desse processo. O Ministério do Trabalho entende que, em face de ausência de regras claras sobre o enquadramento sindical dos servidores públicos, a lei deve disciplinar este aspecto, submetendo as entidades sindicais dos servidores ao sistema confederativo, ao princípio da unicidade sindical e ao sistema de custeio previsto na Constituição, visão rechaçada pelo Ministério do Planejamento.

As denúncias envolvendo o Ministério do Trabalho, apesar de terem perdido intensidade, praticamente paralisaram a Pasta nos últimos dois meses, levando a toda ordem de especulação, desde a saída do ministro, até o deslocamento de algumas de suas atribuições para a Secretaria-Geral da Presidência da República.

Enquanto o movimento sindical dos trabalhadores se volta para os temas acima, o setor patronal investe sobre os direitos dos trabalhadores, forçando a votação de matérias de seu interesse, como o projeto de terceirização e o que elimina a contribuição adicional de 10% do FGTS devido no momento da demissão sem justa causa.

O momento requer prudência e cuidado na avaliação dessa agenda, que pode colocar em risco a unidade do momento sindical, especialmente das centrais sindicais, cuja importância para as conquistas recentes do movimento sindical é indiscutível.

Aptafurg - Seminário sobre Carreira

Programação


Dia 6 de dezembro

8h30min- Mesa de abertura

Participação: Coordenadora Geral da Fasubra -Léia de Souza Oliveira

Representantes da ASSUFRGS, ASSUFSM, ASUFPel e SINDIPAMPA e APTAFURG.


10h30min – Mesa: A Gestão Púublica e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) no Governo Dilma

Palestrante: Vera Miranda – Assessora Política do Sindicato dos servidores das Justiças Federais no Estado do Rio de Janeiro


14 horas – Mesa: O papel social da Universidade e a Carreira dos Técnicos-Administrativos em Educação.

Palestrante: Luis Osório – Pró-Reitor de Planejamento da UNIPAMA, Ex-integrante do GT Carreira.


Dia 7 de dezembro

8h30min- Mesa: A EBSERH e a Carreira: Mecanismos de gestão?

Palestrantes: Vera Miranda e Luis Osório


Local: auditório da APTAFURG

Tempestade em copo d'água

Atores globias fizeram campanha contra o desarmamento. Lembra? Não levaram....
E nessa?

http://www.youtube.com/watch?v=gVC_Y9drhGo&hd=1

domingo, 27 de novembro de 2011

Agenda Dilma 28/11

Brasão da República
Presidência da República

AGENDA DA SENHORA PRESIDENTA DA REPÚBLICA

Segunda-feira
28 de novembro de 2011

09h - Partida para São Gonçalo do Amarante (RN)
. Base Aérea de Brasília (DF)

10h30 - Chegada a São Gonçalo do Amarante
. Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante

11h - Cerimônia de assinatura do Contrato de Concessão do
. Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante

. Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante

12h45 - Partida para Brasília
. Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante

16h15 - Chegada a Brasília
.
Base Aérea de Brasília

Extinção do fator só em 2012

Fonte: http://servidorpblicofederal.blogspot.com/

Nova aposentadoria do servidor público deve atrasar proposta para substituir redutor

Rio - A proposta alternativa ao fator previdenciário, que daria fim ao redutor, vai ficar para o ano que vem. Empenhado em aprovar a nova aposentadoria dos servidores públicos federais, que prevê a criação de um fundo complementar, o Ministério da Previdência Social ainda não entrou em contato com as centrais sindicais e entidades representativas dos aposentados e pensionistas. É preciso discutir as bases do projeto que substituiria o limitador.

A expectativa do governo é que a lei do fundo complementar para os servidores seja votada na Câmara dos Deputados em dezembro e vá para o Senado ainda neste ano. Logo, não haveria tempo hábil para formalizar o projeto alternativo ao fator e iniciar as discussões no Congresso Nacional, como anunciado pelo ministro Garibaldi Alves Filho, em setembro.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

PT x Haddad

Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/ilimar/

Se depender do ministro Fernando Haddad (Educação), seu sucessor será seu secretário-executivo, Henrique Paim. O comando do PT, no entanto, tem outros planos para a pasta e vai tentar emplacar a senadora Marta Suplicy (PT-SP).

União ignora R$ 26,5 bi enviados a ONGs

Informações sobre a destinação de R$ 26,5 bilhões do Tesouro, transferidos para organizações não governamentais (ONGs) e entidades entre setembro de 2008 e junho de 2011, não constam do banco de dados do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv), do Ministério do Planejamento. A revelação foi feita durante debates da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), em Bento Gonçalves (RS).

O montante à margem do cadastro do Siconv representa 54% do total repassado por ministérios e outros entes do governo federal a título de transferências voluntárias. Do total, R$ 20 bilhões foram para convênios e R$ 6,5 bilhões para termos de parcerias e contratos de repasse. A exclusão dessas informações emperra a malha fina sobre convênios e licitações.

Essa situação foi comunicada à Enccla pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, do Planejamento. "Apesar da obrigatoriedade do seu emprego e dos esforços dos gestores do Siconv em exigir dos órgãos concedentes o seu uso, ainda não há plena adesão ao sistema, o que dificulta o trabalho dos órgãos de fiscalização e controle", alerta documento submetido às discussões fechadas da Enccla.

O Siconv foi concebido a partir de proposição do Tribunal de Contas da União, em novembro de 2006, para ampliar a transparência do gasto público federal realizado mediante a liberação de verbas a outros órgãos e entidades, entes federados e entidades do setor privado.

A meta primordial era superar as limitações verificadas no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), onde a execução financeira e orçamentária das transferências voluntárias alcança apenas as transações realizadas pelo concedente, "inexistindo informação quanto à execução do gasto no âmbito dos convenentes".

Todo o processo de execução de transferências voluntárias deveria ser registrado no sistema, em tempo muito próximo ao da realização dos atos. A Polícia Federal tem interesse direto nesses dados, tanto que faz parte do grupo que discute o aperfeiçoamento do Siconv.

Desde setembro de 2008 existe a obrigatoriedade de registro de todos os atos de celebração, liberação de recursos, acompanhamento da execução e prestação de contas de convênios, contratos de repasse e termos de parceria. Nesse sentido, a Comissão Gestora do Siconv expediu uma diretriz, em maio de 2010, alertando os gestores dos órgãos concedentes sobre a obrigatoriedade de utilização do sistema e do registro das informações referentes às licitações e aos contratos administrativos celebrados no prazo de 20 dias após a realização dos procedimentos.

Segundo a Enccla, para atender aos seus pressupostos - fortalecimento da gestão e aumento da transparência do gasto público -, o Siconv deve incorporar todas as transferências voluntárias de todos os órgãos da administração pública federal.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) impõe aos órgãos e entidades integrantes do orçamento fiscal: "Deverão disponibilizar ao Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais (Siasg) e ao Siconv, no que couber, informações referentes aos contratos e aos convênios com instrumentos congêneres firmados com a identificação das respectivas categorias de programação e fontes de recursos quando se tratar de convênios".

Dificuldade. O estatístico Clesito Fechini, assessor da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, do Planejamento, diz acreditar que não existe resistência das outras pastas em transmitir os dados. "É dificuldade operacional. Dificuldade de compatibilizar os layouts, de os órgãos efetivamente integrarem o sistema. Inserir quase 30 mil convênios de uma hora para outra, não estamos falando de 400 convênios. É muito difícil."

Ele observa, porém, que a LDO determina aos órgãos que encontram dificuldades de manter seu próprio sistema que enviem os dados ao Planejamento. "O sistema funciona efetivamente há três anos. É para todo mundo ver, em linguagem cidadã, as informações sobre os convênios. Com isso ganhamos a melhoria de gestão, daí o interesse da Secretaria de Logística em cumprir as sugestões da Enccla."

Para a Polícia Federal a inclusão de todos os dados relativos às transferências voluntárias repercute na maior celeridade de suas investigações.

Josélio Azevedo de Sousa, delegado federal que cuida dos inquéritos sobre desvios de recursos públicos, destaca que a PF até pode obter os dados de que precisa para construir provas, mas teria de expedir ofícios, promover missões externas e até mesmo requerer a quebra de sigilo bancário de seus alvos, o que demandaria tempo. "Com a disponibilização das informações no Siconv e o acesso pela internet ganhamos economia operacional de meios e de tempo", diz.

"A recomendação legal já existe, o que a Enccla quer é a transparência da gestão dos recursos públicos", afirma Fechini.