segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Greve de servidores públicos gera polêmica durante audiência

https://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2012/09/03/greve-de-servidores-publicos-gera-polemica-durante-audiencia


O movimento grevista dos servidores públicos federais continua gerando controvérsias no Senado, onde tramita projeto de lei do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) que regulamenta o direito de greve da categoria (PLS 710/2011). Nesta segunda-feira (3), durante audiência promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH), sindicalistas criticaram o projeto, argumentando que o texto restringe a ação dos servidores. A reunião foi conduzida pelo presidente da comissão, senador Paulo Paim (PT-RS).
Aloysio Nunes, que não participou da reunião, divulgou uma nota afirmando que seu gabinete recebeu o convite para participar da audiência somente no início da noite de quinta-feira (30), quando ele já não estava em Brasília. O senador do PSDB também disse que, da forma como foi organizado, o debate na CDH ficou “restrito ao meio sindical e a entidades de servidores públicos”.
Em resposta, Paim declarou que tem “o maior respeito por Aloysio Nunes” e promoverá nova audiência sobre o assunto, para a qual o senador será novamente convidado.
– Se ele não pôde participar, não há problema algum. Vou convidá-lo pessoalmente para a próxima reunião – reiterou.
Lacuna
O direito de greve dos servidores públicos está previsto na Constituição (ou seja, está previsto desde 1988), mas até hoje não foi regulamentado. É essa lacuna que Aloysio Nunes pretende preencher com seu projeto – Paim também apresentou, antes de Aloysio, propostas sobre o assunto: o PLS 83/2007 e o PLS 84/2007.
A audiência desta segunda-feira ocorreu após uma greve – ainda não totalmente encerrada – que mobilizou mais de 30 categorias de servidores federais em diversas partes do país. Em sua nota, Aloysio Nunes diz que “neste momento (...) a sociedade tem se mostrado favorável à regulamentação”.
Mas a iniciativa não conta com o apoio dos representantes dos servidores. Para Paulo Barela, da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), a proposta de Aloysio Nunes visa “amordaçar esse direito e restringi-lo a ponto de que não haja greves entre os servidores”. E Luiz Henrique Schuch, do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), entende que projetos como o de Aloysio Nunes contêm “um discurso simpático à sociedade, mas que revelam uma questão de classe e podem levar a um retrocesso social”.
Já Álvaro Sólon de França, presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, além de protestar contra o projeto de Aloysio Nunes, argumentou que “não adianta regulamentar o direito de greve dos servidores sem que haja uma política salarial, porque nesse caso não haverá como construir a negociação para a reparação das perdas salariais”.
Por sua vez, Aloysio Nunes afirma em sua nota ter tido notícias dos insultos que os representantes dos servidores públicos lhe dirigiram e que, diante disso, acreditava que qualquer diálogo seria “absolutamente inútil”. Também acrescenta que “audiências públicas como essa são pura perda de tempo”.
Mais tempo de tramitação
Ainda durante a audiência, Paulo Paim anunciou que o projeto de Aloysio Nunes (PLS 710/2011) deve tramitar – a seu pedido – em outras duas comissões: a CDH e a Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS). Originalmente, a matéria tramitaria em apenas uma comissão do Senado: a de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Ele criticou o que chamou de tentativa de votação apressada do texto.
Ao ser questionado se essa providência seria uma forma de atrasar a tramitação da matéria, Paim negou essa hipótese e lembrou que há projetos de sua autoria, anteriores ao de Aloysio Nunes (que é de 2011), que já poderiam ter sido aprovados.
– Apresentei um projeto há 20 anos e outro em 2007. Por que não foram aprovados? Não sou eu quem está atrasando isso – respondeu ele, acrescentando que “não se pode, da noite para o dia, tirar um projeto da cartola e querer aprová-lo agora”.
Agência Senado

Associação dos Técnicos de Nível Superior da UFMG e outras IFES Mineiras - Atens UFMG


Assembleia Geral Extraordinária
 
Edital de Convocação nº 01/2012

A Presidente da Associação dos Técnicos de Nível Superior da UFMG e outras IFES Mineiras – Atens UFMG, no uso das atribuições que lhe confere o Estatuto, convoca os associados em condições de votar, para se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, a realizar-se no Auditório da Biblioteca Central, Campus Pampulha da UFMG, à Avenida Antônio Carlos, 6627, Pampulha, Belo Horizonte,  às 9 horas, com a presença de 2/3 (dois terços) dos associados,  em primeira convocação; às  9:20, com a presença de metade mais um dos associados, em segunda convocação; ou às 9:40, com a presença de, no mínimo, 10 (dez) associados, em terceira convocação, para deliberar sobre os seguintes assuntos:
 
a) Discussão sobre os temas ponto eletrônico e 30 horas;
b) Articulação para a constituição do Sindicato Nacional dos TNS das IFES;
c) Outros assuntos de interesse.
 
Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, 03 de setembro de 2012
 
 Maria do Rosário Alves de Oliveira
Presidente da Atens UFMG

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Categoria dos servidores do IFCE rejeita assinar ofício protocolado ao MEC

http://www.sindsifce.com.br


A categoria deliberou em assembleia extraordinária, por unanimidade, que rejeita assinar a resposta ao ofício protocolado ao Ministério da Educação (MEC), em 23 de agosto, que trata de solicitações referentes às carreiras de EBTT e do PCCTAE. O ofício é referente aos acordos celebrados com os docentes e técnicos administrativos.

A rejeição em assinar esse ofício por parte dos servidores do IFCE será levada para a plena a ser realizada amanhã (29), em Brasília. É importante ressaltar que na última assembleia do Sindsifce, realizada no dia 24, a categoria deliberou e elaborou uma nova contraproposta que contempla os TAs e esta contraproposta será apresentada na plena amanhã.
A diretoria do SINDSIFCE informa que a assembleia geral marcada para o dia 31 será realizada na mesma hora e local tendo como primeiro ponto de pauta – O edital de remoção de docentes que será explanado ponto a ponto para entendimento da categoria e por fim, para as deliberações necessárias.



A diretoria colegiada informa que a greve continua e aguarda a resposta da Plena em Brasília.

 

Confira as análises técnicas e jurídicas do SINASEFE - http://www.sinasefe.org.br/v3/

Acadêmicos da FURG decidem pelo fim da Greve Estudantil em Assembleia Geral


Foi realizada nesta terça-feira (28), a Assembleia Geral dos Estudantes da FURG. A assembleia reuniu diversos acadêmicos na sala realizada na sala 4101 do Pavilhão 4 – Campus Carreiros. A avaliação das propostas encaminhadas pela Reitoria sobre as reivindicações discentes e a decisão sobre a continuidade da greve estudantil foram as pautas debatidas. Durante a assembleia professores do comando local de greve também dialogaram com os estudantes.

Todos os pontos da proposta apresentada pela Reitoria da FURG em reunião realizada com os estudantes no dia 24 de agosto foram apresentados e discutidos com os discentes presentes, que decidiram pela aprovação do documento.

No seguimento da assembleia, iniciaram-se os debates que decidiriam os rumos da Greve Estudantil. Após amplo debate, houve uma votação com os discentes que obteve o seguinte resultado:

Estudantes que votaram pelo fim da Greve Estudantil: 99

Estudantes que votaram pela continuidade da Greve Estudantil: 63

Abstenções: 6

Dessa forma, a Greve Estudantil que começou no dia 21 de maio encerrou-se na noite desta terça-feira.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) irá marcar uma nova Assembleia Geral, visando a continuidade dos debates na Universidade e a participação dos acadêmicos.

Diretório Central dos Estudantes - FURG

DOCENTE DA UFSM TEM ASSEMBLEIA NESTA QUINTA


Plenária inicia às 8h, no Auditório Sérgio Pires

Publicada em 28/08/2012 18h53m
Atualizada em 28/08/2012 18h56m

Assembleia do dia 22 de agosto aprovou contraproposta a ser negociada com o governo
Os professores da UFSM voltam a se reunir em assembleia nesta quinta, 30 de agosto, a partir das 8h, em primeira chamada, e às 8h30min, em segunda chamada. O encontro acontece no Auditório Sérgio Pires (prédio 17 dos básicos). Além dos informes locais e nacionais, também consta da pauta a avaliação de conjuntura e assuntos gerais.

A greve se mantém com indicativo de continuidade a partir de orientação do Comando Nacional de Greve (CNG) do ANDES-SN, que no último sábado (25), enviou comunicado especial ressaltando a importância de se divulgar junto à categoria a contraproposta que o movimento grevista quer debater com o governo na mesa de negociação.

Os docentes em nível nacional já ultrapassaram os 100 dias de paralisação e aguardam, com o apoio de diversos parlamentares, que o governo reabra as negociações para que a contraproposta elaborada, que prioriza a reestruturação da carreira e não o reajuste salarial, possa ser discutida.

Na assembleia docente da UFSM realizada na última quarta, 22, foi aprovado por ampla maioria a proposta de flexibilização do projeto de carreira do ANDES-SN. Dentre os pontos alterados está o piso salarial do professor, que na proposta do ANDES-SN estava colocado como referência o do DIEESE, que corresponde a 2.380 reais, flexibilizando para o piso proposto pelo governo, que é de 2.018 reais; a flexibilização também se daria em relação ao percentual previsto nos “steps”, que correspondem aos degraus entre as classes dos professores, que poderia baixar de 5% para 4%.
Contudo, em outros pontos, como no caso da reivindicação de uma carreira única para Magistério Superior e Ensino Básico (EBTT) foi reiterada como essencial, assim como a manutenção na diferenciação entre os regimes de trabalho para 20h, 40h e Dedicação Exclusiva (DE), cumprindo assim o que foi estabelecido em 1987, quando foi aprovado e transformado em lei o Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos (PUCRCE).

Leia abaixo, em anexo, a última avaliação do Comando Nacional de Greve, no Comunicado Especial emitido no sábado, 25.
Texto: Fritz R. Nunes
Foto: Arquivo
Assessoria de Imprensa da SEDUFSM