quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Governo descobre que terá R$ 25,6 bilhões a mais para fechar contas em 2012

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br

O governo federal, que vinha dizendo que teria um período difícil pela frente para honrar os compromissos, descobriu que terá R$ 25,6 bilhões a mais para fechar as contas em 2012. O senador Acir Gurgacz (PDT-RO) apresentou, ontem, seu relatório referente ao Orçamento da União e revisou a estimativa de receita líquida para R$ 937,3 bilhões, um aumento de 2,8% em relação aos R$ 911,7 bilhões projetados pelo Ministério do Planejamento em agosto. A nova previsão acirrou os ânimos entre os servidores públicos federais. Não por acaso, eles já retomaram a queda de braço com setores como saúde e educação, a fim de incluir recursos na proposta orçamentária e garantir reajustes salariais.

O primeiro recado foi dado pelos servidores do Judiciário, que brigam desde 2009 por um aumento de 56% no contracheque. Ramiro López, coordenador da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União (Fenajufe), informou que trabalhadores de cinco estados — Bahia, Mato Grosso, São Paulo, Amazonas e Maranhão — já estão em greve por tempo indeterminado. Amanhã, os servidores da Paraíba iniciam o movimento grevista. Em outros quatro estados — Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro e Piauí —, eles definiram as datas para cruzar os braços. “No primeiro semestre, fizemos 65 dias de greve em 12 estados e no Distrito Federal. Agora, estamos retomando esse processo e queremos mobilizar todo o país. Esperamos que o Congresso destine parte da nova previsão de receita para o aumento dos servidores”, afirmou López.

Os servidores do Executivo também vão entrar na briga. Josemilton Costa, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), avisou que a categoria vai investir no corpo a corpo com os deputados e senadores para incluir emendas no orçamento. “Uma das nossas demandas é para que seja garantido um acréscimo de R$ 1.350 na gratificação de desempenho dos funcionários. Isso havia sido prometido em negociação, mas o projeto que foi para o Legislativo prevê aumentos que variam de
R$ 500 a R$ 1,3 mil”, observou. Os servidores da Câmara dos Deputados, por sua vez, querem elevações de até 108% nos salários.

Parâmetros
Gurgacz, relator da Receita da proposta orçamentária, explicou que o aumento foi possível graças à revisão dos parâmetros da proposta apresentada pelo Executivo. Para se ter ideia, enquanto o Ministério do Planejamento previu uma inflação de 4,8% no próximo ano, o Legislativo refez as contas com base em um índice de 6%, o que aumenta a arrecadação do governo. Por outro lado, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que havia sido estimada em 5%, foi reduzida para 4,5% no relatório do senador. A cotação final do dólar era de R$ 1,61 e foi elevada para R$ 1,80. Já a previsão da taxa básica de juros (Selic) caiu de 12,5% para 10,5%.

“O governo foi preciso ao mandar o Orçamento. Mas ele fez os cálculos com base nos dados de julho. Nós fizemos com os verificados em agosto”, disse o senador. Ele acrescentou que, agora, o relator-geral da proposta, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e os setoriais vão poder trabalhar e discutir a possibilidade de incluir outras demandas. Ele observou que pode haver algum aumento para os servidores do Judiciário, mesmo que não sejam os 56% que eles reivindicam. “Como senador, entendo que deve haver algum reajuste. É uma expectativa dos trabalhadores”, afirmou Gurgacz.

Chinaglia disse que, a fim de definir para onde vão os novos recursos, vai analisar que receitas são atípicas, ou seja, que não se repetem nos próximos anos. “Para apontar despesas permanentes, precisamos detalhar a receita. Se ela for atípica, não pode servir para aumento dos servidores”, exemplificou.


Risco do superavit
Os servidores estão atentos à possibilidade de o governo usar os R$ 25,6 bilhões extras para cumprir a meta cheia do superavit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública), de R$ 139,8 bilhões — ou 3,08% do Produto Interno Bruto (PIB) — em 2012. Esse valor é exatamente igual ao dos desembolsos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que podem ser abatidos se a meta ficar comprometida por um crescimento menor da economia por conta da crise mundial.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Manifestantes fizeram marcha no campus da UFSM

Fonte: http://www.sedufsm.org.br

05/10/2011


Protesto interrompeu por alguns instantes trânsito na ponte do campus

No dia nacional de luta contra o PLC 79/11, em apreciação no Senado Federal, que abre espaço para uma privatização gradativa dos Hospitais Universitários, a tarde foi de protesto na UFSM. Uma caminhada que envolveu dezenas de servidores técnico-administrativos da UFSM, da UFRGS, de estudantes, e de lideranças de outros sindicatos de Santa Maria, partiu da frente do prédio da reitoria por volta de 14h e se dirigiu até a frente do Hospital Universitário (HUSM).


Durante a marcha, que passou pelo Centro de Ciências Rurais, o trânsito sobre a ponte que corta o campus chegou a ser interrompido por alguns minutos para que panfletos pudessem ser distribuídos aos motoristas, através dos quais todos são conclamados a pressionar os senadores a votarem contra o projeto de lei.

Poucos minutos antes da caminhada partir, em sua chegada ao prédio da Administração Central, o reitor, professor Felipe Müller, foi instado a falar. O dirigente da UFSM ressaltou que reafirmava a sua posição, que é contrária ao projeto de lei que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebseth), desde que essa posição foi tirada por unanimidade em reunião do Conselho Universitário, quando o atual projeto atendia por MP (Medida Provisória) 520. Müller disse ser contrário à existência de servidores contratados fora do Regime Jurídico Único, formato trazido tanto pela MP como pelo PLC 79, que prevê contratações pela CLT.

No ato público em frente ao HUSM, diversas lideranças sindicais se manifestaram, sendo algumas vinculadas ao Sindicato da Alimentação e dos Telefônicos. A atividade contou com apoio de entidades como a SEDUFSM, Cpers Sindicato, ASSUFRGS, CUT Regional, Coletivo Barricadas Abrem caminhos, entre outras.

Em sua manifestação, Bernadete Menezes, da Assufrgs, lembrou que a privatização do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, citado como exemplo de modelo de gestão da Ebserh, começou aos poucos. “No início era 4 %, agora já está em 10%. Essa batalha não é de uma entidade só, mas sim, do povo do Rio Grande do Sul que mantém esse Hospital”, declarou a sindicalista.


A atividade foi ameaçada pela presença de dois policiais da Brigada Militar que disseram ter recebido uma denúncia, vinda de uma pessoa que estava dentro do HUSM, de que os manifestantes estariam “bagunçando e causando transtornos em frente ao Hospital”. Os sindicalistas conversaram com os policiais reiterando que o ato era pacífico e que de forma alguma estariam trazendo danos à UFSM.

Um dos coordenadores gerais da Assufsm, Eloiz Guimarães Cristino frisou que a entidade já foi cerceada em diversas atividades, mas garantiu que a categoria não se intimidaria e não sairia da frente do Hospital sem finalizar o ato. A coordenadora geral da Assufsm, Loiva Chansis destacou que compreendia que os policiais estavam ali para cumprir com sua tarefa, mas rechaçou a atitude repressiva. “Estamos lutando pela saúde. Daqui não sairemos até darmos o nosso recado e o abraço a esse hospital, mesmo que tenhamos que apanhar da brigada”, indignou-se Loiva.


Os manifestantes finalizaram a atividade promovendo um abraço ao HUSM como um ato simbólico de proteção à saúde pública. Eles também convidaram os policiais presentes, bem como a pessoa que fez a denúncia, para que se somassem a atividade. Alguns pacientes e servidores do HUSM acompanharam o ato das janelas do prédio, aplaudindo a atitude dos manifestantes.

O PLC 79/11, que cria a Ebserh, tramita no Senado Federal depois de ter sido aprovado pela Câmara dos Deputados no mês de setembro. Como o projeto tramita em regime de urgência, ele deve ser votado até o mês de novembro. A principal alegação contra o projeto, que no início do ano era identificado como MP 520, é de que ele rompe o preceito constitucional da autonomia universitária, possibilitando a parceria dos hospitais universitários com entes privados, o que significará o fim do atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que atualmente é garantido pela legislação.

Servidores da UTFPR obtém vitória histórica

Fonte: http://www.sinditest.org.br

A sessão do Conselho Universitário da UTFPR, que aconteceu na última sexta-feira (07), alterou o peso das três categorias que compõem a comunidade universitária nas eleições para Reitor e Diretor de Câmpus. A regra que vigorava dava aos docentes cerca de 70% do peso nestas eleições. A regra aprovada prevê que o peso de docentes e técnicos será de 80%, enquanto estudantes ficarão com os 20% restantes.

A “paridade” fazia parte da pauta local de reivindicações do movimento grevista da UTFPR que, após a vitória conquistada, decidiu pôr fim à greve. Esta pauta é uma conquista histórica para os trabalhadores da UTFPR, que a conquistaram com meses de muita luta que culminaram com a mobilização de sexta-feira, em frente ao prédio onde foi realizada a sessão do COUNI.

Desde o início da tarde, vários servidores e estudantes ocupavam duas faixas da rua gritando palavras de ordem e fazendo muito barulho em defesa da “paridade”.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

DEFINIDO COMO SERÁ O RECESSO DE FINAL DE ANO PARA SERVIDOR PÚBLICO

Fonte: http://servidorpblicofederal.blogspot.com/

Brasília - O Ministério do Planejamento, por meio da Secretaria de Recursos Humanos (SRH/MP), definiu hoje como os órgãos públicos federais poderão se organizar a fim de conceder aos servidores o período de recesso para as festas de final de ano.

Em ofício-circular, recomenda aos dirigentes dos órgãos do Sipec que os servidores se revezem em turmas de trabalho durante as duas semanas comemorativas, de forma que o atendimento ao público não seja prejudicado e, em especial, que sejam preservados os serviços essenciais. O primeiro período será de 19 a 23 de dezembro; e o segundo, de 26 a 30 de dezembro.

A compensação é obrigatória. No ofício, a SRH determina rigor no cumprimento e no controle da frequência, na forma do Decreto nº 1.590, de 10 de agosto 1995.
O período de compensação começa no dia próximo dia 7 de novembro e irá até 30 de abril de 2012.

Nesse intervalo, há 112 dias úteis. Como a frequência a ser compensada é de 40 horas, o servidor deverá antecipar ou postergar em 30 minutos a sua jornada diária de trabalho. Ocorrendo isso, haverá um excedente de 61 horas, mais do que suficiente para cobrir o período do recesso.

Deputado Raul Lima pede inclusão de PLP 248/98 na Ordem do Dia da Câmara e coloca servidores em alerta

Fonte: http://servidorpblicofederal.blogspot.com/

O deputado federal Raul Lima (PP-RR) enviou no último dia 28 de setembro requerimento (veja aqui) ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maio, solicitando inclusão do PLP 248/98 na Ordem do Dia da Casa. Desde outubro de 2007 o projeto não sofria movimentações na Câmara. O pedido de Raul Lima coloca todos os servidores em alerta. O PLP, de autoria do Executivo, criado durante governo de FHC, trata de demissão involuntária por insuficiência de desempenho do servidor estável. À Condsef, o Ministério do Planejamento chegou a adiantar que o governo Dilma não recomendaria apoio ao projeto. O requerimento para a inclusão do PLP na Ordem do Dia vai levar os servidores ao Congresso Nacional para reforçar o trabalho de força tarefa que vem sendo feito em busca de apoio dos parlamentares contra propostas prejudiciais aos servidores.

Além de buscar a derrubada do PLP 248/98, a Condsef e suas filiadas lutam para que outras propostas sejam vetadas pelo Congresso. São os casos do PLP 549/10 que prevê congelamento de investimentos públicos por dez anos, do PL 1992/10 que propõe previdência complementar para servidores públicos, entre outros. Condsef e filiadas também buscam apoio dos parlamentares para aprovação de projetos importantes como é o caso da PEC 270/08 que busca resgatar a integralidade das aposentadorias por invalidez permanente. Outros projetos que a Condsef luta para ser aprovado são a PEC 555/06 que prevê eliminação da cobrança de contribuição dos aposentados e pensionistas do serviço público e o PLP 5030/09 reabre prazo para a apresentação de requerimentos de retorno ao serviço público para demitidos injustamente durante governo Collor.

É preciso manter olho atento às movimentações no Congresso Nacional. A participação das entidades filiadas à Condsef nessas forças tarefas é fundamental. O envio de servidores para realizar esse trabalho de pressão no Congresso será o diferencial para garantir que a maioria dos parlamentares entenda a necessidade de barrar projetos prejudicais não só aos servidores como a todo o serviço público e à população brasileira; além de buscar aprovação de projetos que resgatam direitos importantes dos
servidores.

Dia Nacional de Lutas


05 de outubro DIA NACIONAL DE LUTA - Ato transferido para SANTA MARIA - No mesmo dia e horário


Brasil coloca 31 universidades entre as cem melhores da América Latina

Fonte: G1
Indicação de leitura: Jairo Carneiro Brito

USP aparece em 1º lugar em ranking de organização britânica.
Unicamp em 3º e UFMG em 10º surgem entre as 10 melhores.

FURG em 98°

Do G1, com informações da France Presse

Ranking das universidades da América Latina
Universidade
País
Pontos
1º) Universidade de São Paulo (USP)
Brasil
100
2º) Pontificia Universidade Católica Chile 99,6
3º) Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Brasil
94,7
4º) Univesidad de Chile Chile 94,0
5º) Universidad Autónoma de México (Unam) México 92,1
6º) Universidad de Los Andes Colômbia 84,7
7º) Tecnológico de Monterrey (ITESM) México 83,0
8º) Universidad de Buenos Aires Argentina 82,1
9º) Universidad Nacional de Colombia Colômbia 79,5
10º) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Brasil
79,1
11º) Universidade de Brasília (UnB)
Brasil
78,2
12º) Universidad de Concepción Chile 75,5
13º) Universidad Austral Argentina 75,3
14º) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Brasil
75,2
15º) Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) Brasil
73,5
16º) Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Brasil
72,6
17º) Pontificia Universidad Católica Argentina Santa María de los Buenos Aires Argentina 72,2
18º) Universidad Nacional de Cordoba Argentina 71,6
19º) Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Brasil
70,1
20º) Universidad Nacional de La Plata Argentina 69,2
28º) Pontificia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) Brasil
61,1
31º) Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Brasil
59,6
33º) Universidade Federal do Pernambuco (UFPE)
Brasil
58,8
35º) Universidade Federal de São Carlos (UFScar)
Brasil
56,0
37º) Pontificia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Brasil
55,7
38º) Universidade Federal do Paraná Brasil
55,1
42º) Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Brasil
53,2
45º) Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Brasil
50,7
55º) Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Brasil
47,7
59º) Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Brasil
45,5
61º) Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Brasil
44,9
69º) Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Brasil
42,1
72º) Universidade Federal Fluminense (UFF)
Brasil
40,8
76º) Universidade Federal do Ceará (UFC)
Brasil
39,5
81º) Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
Brasil
37,0
82º) Universidade Estadual de Maringá (UEM)
Brasil
36,8
83º) Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
Brasil
36,6
88º) Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Brasil
34,6
93º) Pontificia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR)
Brasil
33,3
95º) Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Brasil
33,1
96º) Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc)
Brasil
32,5
97º) Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Brasil
32,4
98º) Universidade Federal do Rio Grande (Furg)
Brasil
32,3
Fonte: TopUniversities.com
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